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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Os Sacramentos ( Parte II )



Batismo


Pelo sacramento do Batismo celebramos o nascimento para a vida nova de Jesus Cristo. Somos colocados no Mistério de Cristo (Rom 6, 3-4), e começa em nós a vida de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Assim como Cristo morreu e ressuscitou, nós também morremos com Cristo e com Ele nascemos para a vida nova (Jo 1, 15). São Paulo nos diz: "Com Cristo morremos para o pecado e com Ele nascemos para a vida nova" (Rom 6, 2-4).



E nos tornamos filhos de Deus em Jesus, pessoas novas. Deus nos renasce em Jesus para sermos filhos e irmãos uns dos outros. Por isso o Batismo nos coloca na comunidade. Somos Igreja. Nessa comunidade todos se esforçam para viver no amor que é a vida de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Essa é a vida eterna que tanto desejamos e que agora começa e deverá se desenvolver mais em nós.



Deus nos liberta enquanto, pelo Batismo, nos comprometemos com o próprio Deus, com as pessoas e com as realidades humanas, não somente para vivermos a vida de Deus, mas para descobrirmos e denunciarmos em nós o pecado, as situações de pecado e aquilo que gera o pecado impedindo-nos de nos realizarmos como gente e vivermos o Evangelho. Todos nós somos então missionários e apóstolos no meio do povo. Somos Igreja, Povo de Deus, marcados por um sinal especial do seu amor para vivermos no mundo como homens novos segundo o projeto com Deus pelo Espírito Santo no amor dos irmãos. 



A água que usamos no Batismo tem o sentido de vida. Nós batizados vivemos a vida de Deus, vida que é libertação. Na medida em que vivemos essa vida dia a dia, vamos descobrindo tanto a realidade de Deus que é vivo em nosso meio, como as situações de pecado. Isso nos leva a tomar posição para transformar, libertar e fazer o Reino de Deus presente no mundo. 



A comunidade, que nos recebe, caminha conosco. Por isso nos prepara para o Batismo nosso e de nossos filhos através de um "Curso de Batismo". A gente precisa entender e acreditar no que realiza a comunidade presidida pelo sacerdote, pelo diácono ou ministro especial do Batismo. 



Todos somos responsáveis e temos de dar bom exemplo de vida e de compromisso na comunidade aos que foram batizados ou são nosso afilhados. Às vezes alguns pensam que a pessoa não foi bem batizada por isso está doente ou dá trabalho. Isso não é verdade. É mais certo dizer que os pais e padrinhos não deram bom exemplo e não souberam educar na fé, por isso o filho ou afilhado não é boa pessoa. O importante é o que a comunidade realiza, a Fé que nos leva a aceitar Jesus e seu programa de vida. Devemos viver a vida nova de Deus mesmo que tenhamos de nos sacrificar até o fim.



A Crisma



Jesus passou três anos mostrando com palavras e obras que Deus é Pai e que seu Reino é de Amor, de Fraternidade, de Perdão e de Justiça. Os apóstolos escutavam, mas não entendiam muito bem. Um dia eles receberam o Espírito Santo que lhes deu o entendimento de tudo, da vida e das palavras de Jesus. Eles ficaram corajosos e começaram a fazer pregações, ensinando as coisas de Deus e começaram a viver com Jesus viveu.



O sacramento da Crisma é a confirmação na Fé. Nós recebemos a graça de Deus no Batismo. A vida de Deus Pai, Filho e Espírito Santo está em nós; agora recebemos a confirmação dessa vida e uma presença nova do Espírito Santo que nos dá força e coragem para vivermos nosso compromisso com Deus e com os irmãos, mesmo que custe sacrifícios (Atos 8, 4-25; 19. 1-7)



O Espírito Santo nos santifica e faz de nós missionários. Nós seremos sinais e testemunhas de Deus no mundo e levaremos a todos a Palavra de Jesus, anunciando o plano de Deus de viver conosco e nossa realização plena de pessoa humana em Jesus, e denunciando com coragem e com a própria vida tudo o que está destruindo a gente e impedindo de vivermos dignamente. 



Recebemos esse sacramento quando formos adultos e estivermos prontos para enfrentar a vida. O Espírito Santo nos ensinará a viver no amor de Deus e dos irmãos, nos ensinará todas as coisas (Jo 16, 13), nos confirmará como filhos de Deus e nos reunirá na comunidade, onde somos irmãos de todos em Jesus. 



A Eucaristia 



Jesus ao celebrar a última Ceia em sua vida, depois de Ter comido o cordeiro e de Ter dado uma grande lição de humildade e de amor lavando os pés dos apóstolos, pegou o pão, deu graças ao Pai, dividiu o pão entre os apóstolos dizendo: "Tomai e comei , isto é o meu Corpo". E o mesmo fez com o vinho dizendo que era seu sangue a ser derramado como sinal da Aliança do amor de Deus com todas as pessoas. E terminou dizendo: "Fazei isso em minha memória" (Mt 26, 26-29; Mc 14, 22-25) Lc 22, 19-20).



Jesus se deu a nós em forma de alimento e mandou que fizéssemos isso para anunciar cada vez a sua vida e morte e proclamar sua ressurreição. Ele criou esse modo de se oferecer ao Pai e de permanecer conosco como companheiro, alimento e força de libertação. É um mistério da Fé. Deus nos amou demais e quis ficar conosco num sinal de comida e bebida (Jo 6, 32-40).



Cada vez que a comunidade realiza esse gesto, revive esse acontecimento; ela renova o mistério de Jesus e o faz presente, vivo e verdadeiro entre nós (1Cor 11, 23-26).



É através dessa presença que Jesus nos dá força para vivermos como criaturas novas, sempre recriando em nós o homem e fazendo que tenhamos os mesmos sentimentos de Jesus. Nesse mistério é que a comunidade encontra seu mais forte ponto de união e o ponto mais alto de sua vida. Ela celebra a vida, o amor e nos transforma em Cristos vivos, sinais de amor de Deus que salva. 



Essa participação em Jesus da vida de Deus exige de nós uma mudança total de vida e uma abertura para o irmão. Isso faz de nós mais ainda filhos de Deus e comunidade de salvação que caminha no seguimento de Jesus. Essa renovação da vida, morte e ressurreição de Jesus, onde Ele se oferece como sacrifício ao Pai, e como alimento para nós, acontece na Missa. 



Nessa celebração da comunidade, que é a missa, Jesus se oferece ao Pai e se dá a nós na Palavra que ouvimos e refletimos - e na Comunhão como alimento de vida eterna. Por isso mesmo a gente participa da missa. Não é uma obrigação, mas é uma oportunidade de nos amarmos mais. É ai que a vida da gente ganha novo sentido e aí nos renovamos. 



Quem quiser comungar bem precisa:



Saber e acreditar que está recebendo Jesus vivo.



Estar em paz consigo mesmo e com os outros, mesmo tendo problemas e dificuldades de cada dia.



Evitar comidas sólidas e bebidas alcoólicas uma hora antes da comunhão. Água e remédios não impedem a comunhão. Aprender o modo de comungar de sua comunidade.



Reconciliação e Penitência (Confissão)



Deus, que é Pai, fez o plano de viver com a pessoa humana. Acontece que a gente se desvia desse plano, recusa a felicidade de viver com Deus e viver à maneira de Jesus. É a realidade do pecado. Apesar do Batismo fazer renascer em nós o homem novo e nos colocar novamente em Deus, nós muitas vezes preferimos fazer tudo do nosso modo e segundo o nosso pensamento. É assim que voltamos a pecar, nos enganamos e acabamos fazendo o mal para nós e para os outros. Ficamos assim num desencontro com Deus, conosco mesmo, com a comunidade e com o mundo. 



A consciência de termos errado nos leva a procurar corrigir nosso erro, dar nova direção à nossa vida e a voltar para a comunidade onde nos encontramos com Deus. O sacramento pelo qual Deus nos perdoa e somos recebidos novamente na comunidade se chama: Reconciliação e Penitência. É o Cristo vivo na Igreja-Comunidade que nos perdoa e nos reconcilia com Deus, conosco mesmo, com a comunidade e com o mundo. Esse gesto de amor nos dá a paz e a certeza da vida de Deus em nós e a vida na fraternidade de Jesus que é a comunidade.



Em qualquer celebração do perdão, seja na celebração comunitária, seja na confissão individual com o sacerdote-representante de Jesus e da comunidade, damos nova direção a nossa vida, reconquistamos a nós mesmos, a vida de Deus e voltamos a ocupar nosso lugar na comunidade. É o sacramento da misericórdia, do perdão e da alegria. Jesus veio salvar os pecadores e nos libertar de nossa própria maldade. 



Como fazer uma boa confissão



- Olhe sua vida e olhe o Evangelho. Como pensamos e agimos diferentemente daquilo que Jesus fez e ensinou. É o exame de consciência.



- Quem ama, vê seus erros, as conseqüências deles para si e para os outros. Tem vontade de se corrigir e recomeçar, porque entende que precisa viver no amor.



- É uma conversão. Uma mudança de atitude para se unir mais com Deus e com os irmãos, para assumir a vida e os compromissos cristãos. É renovar-se no Espírito de Jesus.



- Apresente-se à comunidade. Ela, em nome de Jesus, através de seu representante que é o sacerdote, o renova na graça do perdão.



- A revelação de pecados, é uma renovada manifestação perante a comunidade da misericórdia e da fidelidade de Deus que nos ama gratuitamente. 



A Ordem 



Cada um de nós recebeu de Deus dons especiais para exercermos um serviço na comunidade (1 Cor 12, 4ss). São os carismas, graças do Espírito Santo para o proveito de todos. O professor ensina, o médico exerce seu serviço, quem sabe aconselhar ajuda os outros, etc. Há também diversos ministérios, serviços especiais na comunidade: os que ensinam a Palavra de Deus, levam conforto aos doentes, os que zelam pelos pobres, os catequistas. 



Mas há também um ministério especial. Deus chama, através da comunidade, algumas pessoas e lhes dá o poder de falar e agir em nome, no lugar e na força de Jesus. Assim ele se torna ministro para um serviço muito especial na comunidade. É o sacerdote, ou como costumamos dizer: o Padre. Pelo sacramento da Ordem, ele é marcado por Deus e vai exercer esse serviço em nome da comunidade. Ele participa do sacerdócio de Jesus que se oferece continuamente ao Pai para a salvação de todos. 



O sacerdote é escolhido entre os homens como mediador nas coisas que dizem respeito a Deus para oferecer dons e sacrifícios, para nos dar a graça que é Jesus, para nos ensinar sua Palavra e orientar a comunidade. Como Jesus, ele se oferece a Deus Pai e aos irmãos num gesto de amor que realiza uma presença especial de Deus entre nós. 



Na comunidade, cada um de nós tem que rezar e valorizar seus sacerdotes. Bem como ajudar aqueles que se preparam para essa missão. Como homem, ele é também cercado de fraquezas e por isso precisamos apoiá-lo caminhar com ele na amizade e na oração. Eles precisam sentir nosso carinho e nosso amor. Ele também é da nossa comunidade. 



O Matrimônio 



O Matrimônio é um sacramento que celebra o amor que naturalmente brota entre um homem e uma mulher. É um projeto de fidelidade para sempre. É uma vocação. Deus os chama para serem uma comunidade familiar pelo serviço no amor.



Por amar muito, uma pessoa se dá a outra e se preocupa em construir na pessoa do outro a pessoa humana feliz à maneira de Jesus. E os dois juntos se tornam sinal de Deus e presença de salvação (Ef 5, 25-33). Esse sacramento é realizado pelas pessoas que se casam. Um juramento de amor por toda a vida, uma entrega de sua própria pessoa. 



A realização desse sacramento se faz num caminhar lento, no dia-a-dia. A Bíblia fala que "os dois serão uma só carne, um só coração, uma só alma". E fiéis até o fim, os dois se entregam a essa tarefa de construção de sua própria felicidade na doação de si mesmo. O egoísmo que nos leva a pensar só em nós é o grande pecado do casamento.



Na alegria, na tristeza, fiel um ao outro, no amor dos filhos, a família é um pequeno espelho de Deus que também é uma família no amor. Deus Pai, Filho e Espírito Santo. É a pequena igreja doméstica, sinal e presença de salvação no mundo. 



Uma família que reza, permanece na união. Somente cultivando uma vida cristã e piedosa é que a família consegue superar todas as dificuldades da vida moderna e não crer nas idéias erradas espalhadas no mundo de hoje. 



O Deus que abençoou o início e a entrega que o casal fez de si mesmo, tem que estar presente todos os dias. E o que Deus uniu e abençoou, o homem não separe (Mt 19, 3-6).



Unção dos Enfermos



O cristão sendo fiel a Deus na saúde, deve ser fiel também no sofrimento e na velhice. Esse é o sacramento que celebra esse momento. É o Cristo e a comunidade que acompanham a gente na dor, na doença, na velhice, quando então experimentamos o limite do humano em nós. 



É na doença e na velhice que experimentamos à vezes a maior solidão, o desespero e sentimos a angústia de existir, de não poder agir, de pensarmos que somo inúteis. A comunidade nos dá então mais uma oportunidade de nos unirmos ao sofrimento de Jesus e com Ele vivermos essa hora renovando o mistério de sua Paixão e talvez o de sua Morte. 



No sofrimento nosso, Jesus continua vivendo seu mistério de Paixão e Morte, para ressuscitar conosco. Ele aparece nessa hora como a grande esperança, nos dá o perdão dos pecados, o alívio no sofrimento e a graça de nos unirmos mais a Ele na salvação do mundo (Tiago 5, 14-15). A fé nos leva a crer no poder de Jesus que nos salva, a agradecer cada dia mais a graça da vida e a graça de poder amar. 



O sofrimento não é nossa infelicidade. Ele nos revela nosso limite humano; o limite de nossa existência e nos ensina que aqui somos peregrinos a caminho do Pai.



Na doença mais grave, na velhice, podemos receber esse sacramento como força de Deus que nos dá a paz, perdoa nossos pecados, alivia nosso sofrimento, aumenta nossa fé e renova nossa esperança: Jesus é o Senhor da vida. Deus é nossa força e nosso consolo. Ele nos conduz com amor. 



Devemos Ter o maior carinho com os doentes e pessoas idosas. Jesus está em cada um deles, assim vemos no Evangelho: "Estive doente e me visitaste" (Mt 25, 36 ss).

OS SACRAMENTOS



Sacramento é um sinal sensível,
instituído por Jesus Cristo, para nos conferir a graça.

No sinal sensível, distinguem-se a matéria e a forma. A primeira pode consistir num objeto (água, óleo, pão) ou num ato (imposição das mãos, etc); e a segunda, a forma, são as palavras que, juntas à matéria, constituem o sacramento, formam um só sinal – com a significação e efeito próprios. 

A forma determina o sentido da matéria. Derramar água na cabeça de uma criança poderia ser para lavá-la fisicamente, mas as palavras usadas no Batismo dão a este ato a significação espiritual.

A matéria dos sacramentos é relacionada com o efeito: no Batismo (pela água) nos lavamos (do pecado original); na Eucaristia (pelo pão) nos alimentamos (espiritualmente), e assim por diante. 

Um sacramento bem administrado (com matéria e forma certas e juntas) produz o efeito próprio, independentemente do valor de quem o administra – porque é o próprio Deus quem age por meio dele. A virtude dos sacramentos vem dos méritos de Jesus Cristo e não da pessoa que os executa. 

Os sacramentos são sete – e relacionam-se com toda a nossa vida. 

Há uma perfeita comparação entre a vida natural e a sobrenatural: 

- O homem nasce

O Batismo o faz nascer para a graça;

- O homem cresce e fortifica-se

A Crisma tem essa função no plano espiritual;
  
- O homem alimenta-se

A Eucaristia é o Pão da Vida, o alimento da alma;

- O homem cura-se

A penitência é o remédio para a chaga espiritual, o pecado;

- O homem na enfermidade e velhice, refaz-se

A Unção dos enfermos alivia, consola e prepara para a morte;   

- O homem vive em sociedade, sob uma autoridade hierárquica

A Ordem perpetua o ministério sacerdotal;   

- O homem propaga a espécie

Esta é a função do Matrimônio. 

Todos os sacramentos nos dão a Graça Santificante. 

Mas uns levam a alma ao Estado de Graça, tirando-a do pecado: levam a alma da morte para a vida – por isso são chamados: sacramentos de mortos. Estes são o Batismo e a Penitência – e a graça que conferem se chama graça primeira. 

Os demais também produzem também a graça santificante, mas só podem ser recebidos por quem já está em estado de graça, chamando-se, por isso, de sacramentos de vivos. A graça que conferem, é um aumento da já existente na alma, é chamada graça segunda. 

Além disso, cada sacramento produz uma graça própria – a graça sacramental, isto é, um direito às graças atuais necessárias para cumprir as obrigações impostas pelo sacramento. No Batismo, por exemplo, recebe-se além da graça primeira, recebe-se as graças atuais necessárias para se viver cristãmente. 

Existem três sacramentos que marcam definitivamente a alma que os recebe (e, por isso, são recebidos uma só vez). Eles imprimem, na alma, um sinal espiritual que jamais se apaga. São o Batismo, a Crisma e a Ordem. Um padre, por exemplo, pode ser dispensado de suas obrigações sacerdotais, porém, jamais deixará de ser padre. Viverá, talvez, desordenadamente, mas o sacramento da ordem o acompanhará à eternidade.

E, já que essa marca se chama caráter (caráter = marca de Jesus Cristo na alma), o cristão, simplesmente batizado e, mais ainda, o crismado e, com mais forte motivo, o ordenado, deve distinguir-se pelo caráter.

Sacramentais 

São coisas (objetos bentos) ou ações ( bênçãos, consagrações) instituídas pela Igreja, com o fim de, produzirem efeitos temporais e, principalmente, espirituais. Têm grande semelhança com os sacramentos: são sinais sensíveis e produzem a graça, e alguns deles têm a mesma matéria água, pão, óleo, etc. 

Contudo, são distintos dos sacramentos. Estes foram instituídos por Jesus Cristo e, por Sua própria virtude, produzem a graça santificante. 

Os sacramentais, de instituição eclesiástica, em virtude das preces da Igreja, produzem a graça atual, podendo, também, produzir efeitos temporais. 

O poder de instituir os sacramentais foi dado à Igreja por Jesus Cristo. 

Ele mesmo falou aos Apóstolos: "Em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz a esta casa" – o que não era uma simples saudação, mas uma verdadeira bênção, que produzia realmente a paz, havendo disposição na pessoa – como se vê na sequência: "Se ali houver um filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; se não houver, retornará para vós" (Lc 10, 5-6).

Além disso, deu-lhes claros poderes sobre os demônios e males físicos:

"Reunindo os seus doze apóstolos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para que os expulsassem, e curassem toda doença" (Mt 10, 1) 

Os sacramentais podem ser classificados em categorias:

São Pedro, o primeiro Papa, já o experimentara quando advertiu: 

"Sede sóbrios e vigiai, porque o demônio, vosso adversário, anda ao redor, como um leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé, sabendo que os vossos irmãos, que estão espalhados pelo mundo, sofrem as mesmas coisas" (1Pd 5, 8-9).

Bênçãos consecratórias

Sacramentais que, de maneira permanente, consagram pessoas ou coisas ao serviço de Deus, como, por exemplo, a profissão religiosa ou a bênção de sinos, sagrações de igrejas, altares etc.

Bênçãos invocativas

Orações da Igreja, pedindo favores de Deus. Bênçãos dadas não só a pessoas, mas, também, a animais ou coisas (casa, hospital, escola, veículo, remédio, etc.) Orações como o Sinal da Cruz e o Ofício divino.

Objetos Bentos

Medalhas, velas, ramos, cinzas, imagens, etc.

Os sacramentais nada têm a ver com amuletos, "orações fortes", etc. Foram instituídos pela Igreja, pelo poder que lhe deu Jesus Cristo. Por meio deles a Igreja nos ensina a santificar todos os atos da vida cotidiana.

Ao receber uma bênção ou ao usar objetos bentos devemos confiar na bondade de Deus e na oração da Igreja. Esperar o auxilio só dos sinais sensíveis é superstição.

Tanto os sacramentos como os sacramentais têm sua validade independente dos méritos de quem os aplica. Toda a sua força vem de Cristo, a verdadeira fonte de Vida e Santidade.

Pelos sacramentos vivemos na Igreja, unidos a Jesus Cristo. A Mãe Igreja, pelos sacramentos, gera e sustenta seus filhos – e, pelos sacramentais, acompanha-os a cada passo, pondo em tudo a sua marca de eternidade, o sinal de seu amor.

Fé e Razão

Por Ronald H. Nash
Os maniqueístas ridicularizavam a fé como uma atividade indigna de qualquer pessoa culta e educada. Nunca tome algo pela fé, eles ensinavam, mas confie somente no que você conhece pela razão. Agostinho defendeu a fé contra esse tipo de ataque. Para ele, fé não é inferior à razão; a verdadeira fé nunca conflita com a razão. De fato, a fé é um passo indispensável em qualquer ato de conhecimento, um ponto que Agostinho expressou na famosa fraseCredo ut intelligam: Creio para que possa entender. Todo conhecimento começa em fé.
Fé não é única à religião. Antes, ela é um elemento indispensável em todo ato de conhecimento. Agostinho definiu fé como conhecimento indireto, isto é, qualquer crença que é dependente do testemunho de outra pessoa ou documento. Fé é indispensável; é o princípio do conhecimento.2 Fé é uma pré-condição do conhecimento. “A menos que creias, jamais entenderás”, ele escreveu.3 Considere nosso conhecimento dos registros da história. A menos que primeiro tenhamos fé na confiabilidade das nossas fontes, nunca conheceríamos algo sobre o passado. A menos que tenhamos fé no testemunho de parentes e documentos como certidões de nascimento, nunca seríamos capazes de conhecer nossa própria identidade. Enquanto a fé é conhecimento mediado, a razão é conhecimento imediato4; a conhecemos por nós mesmos.
Mas se a fé vem primeiro no tempo, a razão vem primeiro em importância. De acordo com Agostinho, as fontes para a nossa informação devem ser testadas. A relação entre fé e razão é análoga às duas lâminas de uma tesoura. Não faz sentido perguntar qual lâmina corta; o corte ocorre quando as duas trabalhas juntas. Similarmente, não faz sentido perguntar se a fé ou razão é o elemento mais importante no conhecimento humano. Os humanos conhecem somente quando a fé e a razão trabalham juntas.

A FÉ E A RAZÃO

A FÉ E A RAZÃO




A Fé é a virtude pela qual aceitamos tudo o que Deus nos revelou e que a Igreja nos ensina. Nós recebemos a Fé como dom e virtude já no Batismo.

Durante nossa vida, podemos aumentar a nossa Fé, por meio de atos de submissão da inteligência ao que Deus revelou, e que a Igreja ensina, compreendendo que Deus, sumamente Bom e Verdade infinita, nem pode se enganar, e nem pode nos enganar.

A Fé nos dá uma certeza firmíssima da verdade revelada.

A Fé não é contra a razão. Pelo contrário, ela sempre auxilia a razão a ver melhor a realidade. A Fé é como uma luz que nos ajuda a ver, quando a noite cai. A noite caiu sobre os olhos dos homens, quando Adão pecou. Desde então, a razão é "miope", e precisa dos "óculos" da Fé para ver melhor a realidade, porque esta é harmônica ao mundo sobrenatural, que a razão, de si, não pode alcançar.

Hoje em dia, os homens se debatem nas trevas da ignorância e da infidelidade, e caem em dois erros opostos:
1) o Racionalismo cientificista;
2) O Irracionalismo gnóstico.

O racionalismo pretende que a razão humana é capaz de compreender tudo. Ora, isto é um absurdo. Vejo que minha razão é limitada, e que há muitos problemas que sou incapaz de compreender.

Com o devido respeito, também o(a) senhor(a), como todo indivíduo, constata que sua capacidade de entender é limitada.

A razão humana é limitada. Por isso, como diz um autor insuspeito, Karl Popper, em "A Sociedade Aberta e seus inimigos", "o racionalismo é uma fé irracional na Razão".

Foi o racionalismo cientificista que construiu o nosso mundo insuportável, e que produziu o século XX, com todos os seus crimes e horrores.

Caindo então no extremo oposto, alguns afirmam que a razão é má em si mesma, que ela engana o homem. O que é falso. A razão é boa, pois nos foi dada por Deus. Mau é o racionalismo, isto é, a adoração da Razão.

O Irracionalismo tornou-se moda após a queda do Muro de Berlim, isto é, da queda do sistema racionalista mais extremado e totalitário produzido pela razão humana desvairada, em auto adoração. Jogou-se Marx na lata do lixo. Passou-se a crer em duendes, Tarot, Astrologia, e a ler os delírios irracionalistas de Paulo Coelho. Clinton o lê. O que dá a medida de valor dos dois.

O irracionalismo gnóstico está na moda, como substituto do racionalismo, seu irmão xipófago e dialético.

Só a Fé equilibra a razão humana. Só a Fé Católica - a única Fé verdadeira - pode salvar o mundo, quer do racionalismo cientificista e utópico, quer do irracionalismo romântico que delira, com o desejo de retorno ao paraíso, por meios oníricos.



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A Caminho do fim...



NEM JESUS SABIA!

“A respeito, porém, daquele dia ou daquela hora, ninguém o sabe, nem os anjos do céu nem mesmo o Filho, mas somente o Pai”. (Mc 13,32). Nem mesmo o Filho, nem mesmo Jesus em sua natureza humana. Claro que em sua natureza divina sabe tudo. Também Ele fala a respeito de sua natureza humana quando diz: ” Pai é maior do que eu”. (Jo 14,28).

Jesus se expressa com o verbo no “modo indicativo” presente:


“Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe, (não diz “ninguém saberá”) nem mesmo os anjos do céu, mas somente o Pai”. (Mt 24,36). “A respeito, porém, daquele dia ou daquela hora, ninguém o sabe, (idem) nem os anjos do céu nem mesmo o Filho, mas somente o Pai”. (Mc 13,32). E o mais interessante: Jesus em seguida, pede-nos para que fiquemos continuamente de sobreaviso: “Ficai de sobreaviso, vigiai; porque não sabeis (não diz “não sabereis”) quando será o tempo.” (Mc 13,33) Ou seja: o cristão, pelo simples fato de ser cristão, independentemente do que está por vir, deve permanecer num estado de sobreaviso. Interessante o “Vigiai e orai” (Mc 14,38): Primeiro VIGIAI e depois ORAI.


Perguntaram ao Pe. Gobbi  “quando vem a grande tribulação”. “Como???!!! quando vem???!!! – estamos no centro dela!!! (lembra Janjão, o trapalhão – história de quadrinhos – com a varinha de radiestesia na mão, procurando desesperadamente água – sem perceber que já estava no meio da lagoa com a água pela cintura…).


Um amigo do Padre Gobbi visitou uma paróquia que há 20 anos não tinha confissão. Falou do Inferno, da grande tribulação, etc. e a coisa chegou aos ouvidos do Sr.Bispo. Este mandou chamar o padre e o interpelou: “Que história é essa de inferno? O que é a grande tribulação?” “Grande tribulação, respondeu o padre, é Vossa Excelência mesmo!!!”


“Ninguém o sabe”, mas, diz expressamente Jesus, SABEREIS: “Assim também, quando virdes que vão sucedendo estas coisas, sabereis que está perto o Reino de Deus” Lc 21,31. “Estas coisas”, que coisas? as coisas que estamos presenciando atualmente: Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. (é o que não tem faltado – começou com o “milagre do sol” em Fátima. Depois disto tem ocorrido muitos milagres do sol, da lua… narrados por testemunhas fidedignas – e eu mesmo, Hugo, presenciei a vários). Na terra a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas.(tsunami, uma pequena amostra) Os homens definharão de medo, na expectativa dos males que devem sobrevir a toda a terra. As próprias forças dos céus serão abaladas. Então verão o Filho do Homem vir sobre uma nuvem com grande glória e majestade. Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação” (Lc 21,25-28). “Assim também quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está próximo, às portas”. (Mc 13,29). Maria, através do Pe.Gobbi, nos exorta: “Anunciai a todos o Seu glorioso retorno”. (cf. anexo).


Nossa Senhora ainda nos convida: “Sabei ler os sinais dos tempos que viveis e que anunciam o Seu Próximo Retorno.” (Gobbi, 4/12/85).


E Ela mesma nos fornece outras pistas através do Padre Gobbi, cujas Mensagens têm a aprovação da Igreja, sendo o “imprimatur” concedido por quatro Cardeais e muitos Bispos. Maria analisa essas pistas (a que chama “sinais”) em 4 extensas e sucessivas Mensagens. A título de resumo:


“O Reino glorioso de Cristo será precedido de um grande sofrimento para purificar a Igreja e o mundo a fim de levá-los a uma completa renovação. (…) São vários os sinais que vos advertem que já começou o tempo de purificação: O primeiro é a grande confusão reinante. 


Ela se alastrou no seio da Igreja subvertendo o dogma, a liturgia e a disciplina”.(28/1/79).


“O segundo sinal é a indisciplina. Este é o segundo sinal que vos indica que para a Igreja soou o tempo final da sua purificação: A indisciplina difundida em todas as camadas, especialmente no clero.” (2/2/79).


“A divisão penetrou no seio da Igreja e é o terceiro sinal que vos indica CLARAMENTE que, para ela chegou o momento final de sua dolorosa purificação”. (notar a progressão: “começou”, “tempo final”, “momento final”). Prossegue a Virgem: “Se através dos séculos a Igreja foi por vezes dilacerada por divisões que levaram muitos dos meus filhos à apostasia, Eu lhe alcancei de Meu Filho o privilégio de sua unidade interior. Mas, presentemente, o meu adversário logrou, com sua fumaça, escurecer esta divina prerrogativa.” (11/2/79).,


“O quarto sinal que vos adverte que para a Igreja soou o ponto mais alto de sua dolorosa purificação é a perseguição. De fato ela está sendo de muitos modos perseguida. (…) Por vezes ela é perseguida aberta e violentamente; despojada de tudo e impedida de anunciar o Evangelho de Jesus. Nestes tempos, porém, a Igreja é submetida à maior prova: É perseguida de modo sub-reptício e indolor, tirando-lhe pouco a pouco o oxigênio de que há mister. Procura-se conduzi-la a se comprometer com o espírito mundano, o qual, penetrando em seu interior, lhe condiciona e paralisa toda a atividade”.


“A perseguição assume freqüentemente e de maneira ardilosa o aspecto de colaboração; a ostensiva manifestação de respeito à mesma se tornou a arma mais eficaz para feri-la. Descobriram uma nova técnica de destruí-la sem alaridos e sem derramamento de sangue.” (3/3/73).


“Acabei de vos descobrir os sinais do rigoroso inverno de purificação por que a Igreja está atravessando, tendo chegado ao ponto mais cruciante. A Esposa do meu Jesus, aparece ainda chagada e obscurecida pelo seu adversário que já parece estar cantando completa vitória. Está ele certo de ter vencido a Igreja, pela confusão que subverteu muitas das suas verdades, pela indisciplina que espalhou a desordem; pela divisão que abalou sua unidade interna; pela perseguição oculta e traiçoeira com que a tem crucificado.”


“Mas eis que no mais rigoroso inverno da Igreja, apontam os rebentos de uma vida renovada. Eles anunciam que a hora da libertação está próxima! Para ela está surgindo a nova primavera do triunfo do Meu Coração Imaculado. Será a mesma Igreja, porém renovada e resplandecente, que sai da purificação, mais humilde e mais forte, mais pobre e mais evangélica, para que possa resplandecer perante todos O REINO GLORIOSO DE MEU FILHO JESUS.” “Toda de luz será a nova Igreja.” (9/3/79).


Para essa renovação contribui – e quanto! – o OFERECIMENTO do Apostolado: “Antes de terminar, não podemos conter-nos de exortar a todos uma e muitas vezes a que amem a santa madre Igreja com amor industrioso e ativo. Pela sua incolumidade, prosperidade e progresso ofereçamos todos os dias ao Eterno Pai as nossas orações, trabalhos e sofrimentos, se realmente temos a peito a salvação de toda a família humana remida com o sangue divino.” (Pio XII, Enc. “Mystici Corporis” 105). Ver anexo: AMOR À IGREJA. E, lembro novamente o outro anexo: ANUNCIAI A TODOS O SEU GLORIOSO RETORNO.


Pesquisa de Hugo Ferreira Pinto, hugoap@terra.com.br





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