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sexta-feira, 22 de julho de 2011

A alegria da renúncia


Davi, em sua busca de arrependimento e volta para Deus, faz esta oração: ”Criai em mim, ó meu Deus, um coração puro” (Sal 50,12). Só o Senhor, com o Seu poder e misericórdia, nos leva a renunciar ao pecado e a abraçar o bem.

Nosso Senhor Jesus Cristo nos dá a receita para isso convidando-nos à renúncia de nós mesmos e a tudo a que somos apegados como forma de pertencermos inteiramente a Ele: ”Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo quanto possui, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,33).

Precisamos dizer ao Senhor com ânimo forte e firme:

”Senhor, eu vos escolho acima de tudo, acima da saúde, das riquezas, das dificuldades, das honras, dos elogios, da ciência, das consolações, das esperanças, dos desejos. Acima até mesmo das graças e dons, que poderei receber em vós. Em resumo, escolho-vos acima de todas as criaturas, que não são vós, ó meu Deus. Qualquer graça que me dais, sem vós não me é suficiente. Eu quero só a vós e nada mais!” (Santo Afonso de Ligório)

Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago










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Vocação


Falamos muito de vocação. Quando dizemos que alguém tem vocação, afinal o que queremos dizer? A palavra vocação vem do verbo no latim "vocare" (chama?). Assim vocação significa chamado. É, pois, um chamado de Deus. Se há alguém que chama, deve haver outro que escuta q responde.

A vida de todo ser humano é um dom de Deus."Somos obra de Deus, criados em Cristo Jesus"(Ef 2,10). Existimos, vivemos, pensamos, amamos, nos alegramos, sofremos, nos relacionamos, conquistamos nossa liberdade diante do mundo que nos cerca e diante de nós mesmos.

Não somos uma existência lançada ao absurdo. Somos criaturas de Deus.

Não existe homem que não seja convidado ou chamado por Deus a viver na liberdade, que possa conviver, servir a Deus através do relacionamento fraternal com os outros.

Você é uma vocação. Você é um chamado.

Encontramos na Bíblia muitos chamados feitos por Deus: Abraão, Moisés, os profetas... Em todas as escolhas, encontramos:

  • Deus chama dlretamente, pela mediação de fatos e acontecimentos, ou pelas pessoas.
  • Deus toma a Iniciativa de chamar.
  • Escolhe livremente e permite total liberdade de resposta.
  • Deus chama em vista de uma missão de serviço ao povo.

Vocação é o encontro de duas liberdades:

  • a de Deus que chama
  • a do Homem que responde

Podemos fazer uma distinção entre os chamados: vocação à existência, vocação humana, vocação cristã e vocação específica, uma sobrepondo-se à outra.

Vocação à existência -À vida

Foi o primeiro momento forte em que Deus manifestou todo o seu amor a cada um de nós. Deus nos amou e nos quis participantes de seu projeto de criação como coordenadores responsáveis por tudo o que existe. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. A vida é a grande vocação. Deus chama para a vida, e Jesus afirma que veio para que todos a tenham em abundância. (Jo 10,10)

Vocação humana - Ser gente, ser pessoa

Foi nos dada a condição da "liberdade dos filhos de Deus", inteligência e vontade. Estabelecemos uma comunhão com o Criador e, nessa atitude dialogai, somos pessoas. A pessoa aprende a conviver, a dialogar, enfim, a se relacionar. Todos têm direitos e deveres recíprocos.
Infelizmente, a obra-prima do Criador anda muito desprezada: enquanto uns têm condições e oportunidades, outros vivem na miséria, sem condições básicas para ressaltar a dignidade com que foram constituídos. No mundo da exclusão acontece a "desumanização"'e pode-se perder a condição de pessoa humana.

Vocação cristã - Vocação de filho, de batizado

Todo batizado recebeu a graça de fazer parte do povo eleito por Deus, de sua Igreja. Através da vocação cristã, somos chamados à santidade, vocação à perfeição, recebendo a mesma fé pela justiça de Deus. Fomos, portanto, eleitos e chamados pessoalmente por Cristo para ser, como cristãos, testemunhas e seguidores do Mestre Jesus. Chamados â fé pelo batismo, a pessoa humana foi qualificada de outra forma. Assim todos fazem parte do "reino de sacerdotes, profetas e reis". (1 Pd 2,9)

Toda pessoa batizada tornou-se um seguidor de Cristo, participante de uma comunidade de fé que pode ser chamada para participar da obra de Deus, como membro de sua Igreja, seguindo caminhos diferentes:

Vocação laical (no matrimônio /no celibato / solteiro - apóstolo)

l Assim todo cristão solteiro ou casado, batizado em Cristo, tornando-' se membro da sua Igreja, é convocado a ser apóstolo, anunciador do l Reino de Deus, exercendo funções temporais. O leigo vive na l secularidade e exerce sua missão insubstituível nos ofícios e trabalhos l deste mundo. O Concilio Vaticano II sublinhou que a vocação e a missão l do leigo "contribuem para a santificação do mundo, como fermento na \ massa'. (LG31)

Vocação ao ministério ordenado (diácono, padre e bispo)

É uma vocação de carisma particular, é graça, mas passa pela mediação da Igreja particular, pois as vocações são destinadas à Igreja. Acontece num acompanhamento sistemático, amadurecendo as motivações reais da opção. O ministro ordenado preside e coordena os serviços da comunidade. Por intermédio dos sacramentos, celebra a presença de Deus no meio do seu povo. O presbítero é enviado a pastorear e animar a comunidade. Ele é o bom pastor que guia, alimenta, defende e conhece as ovelhas. "Isto exige humanidade, caráter íntegro e maduro, virtudes morais sólidas e personalidade madura". (OT 11)

Vocação à vida consagrada (ser irmão religioso ou irmã religiosa / vida ativa ou contemplativa)

O religioso é chamado a testemunhar Cristo de uma maneira radical, vivendo uma consagração total nos votos de pobreza, castidade e obediência. Com a pobreza, vivem mais livres dos bens temporais, tornando-se disponíveis para Deus, para a Igreja e para os irmãos. Com a castidade, vivem o amor sem exclusividade, sendo sinal do mundo l futuro que há de vir. Com a obediência, imitam a Cristo obediente e fiel à vontade do Pai.

Textos bíblicos
Mateus 25,14-30; João 14, 5 - 7
Leia estes textos com calma, um de cada vez, procurando trazê-los para a sua vida.

Precisamos distinguir bem vocação de profissão, pois não são exatamente a mesma coisa. Veja o quadro abaixo e observe a distinção entre uma e outra:

Profissão

Vocação

1 . aptidão ou escolha pessoal para exercer um trabalho

1. chamado de Deus para uma missão, que se origina na pessoa como reação-aspiração do ser

2. preocupação principal: o "ter", o sustento da vida

2. preocupação exclusiva: "o ser" , o amor e o serviço

3. pode ser trocada

3. é para sempre

4. é exercida em determinadas horas

4. é vivida 24 horas por dia

5. tem remuneração

5. não tem remuneração ou salário

6. tem aposentadoria

6. não tem aposentadoria

7. quando não é exercida, falta o necessário para viver

7. vive da providência divina

8. na profissão eu faço

8. ha vocação eu vivo


A profissão dignifica a pessoa quando é exercida com amor, espírito de serviço e responsabilidade. A vocação vivida na fidelidade e na alegria confere ao exercício da profissão uma beleza particular, é o caminho de santidade.












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A ação do Espírito Santo


Qual é o homem que, ao ouvir os nomes com que é designado o Espírito santo, não sente levantado o seu ânimo e não eleva o seu pensamento para a natureza divina?

Chama-se Espírito de Deus, Espírito de verdade que procede do pai, Espírito de retidão, Espírito principal e, como nome próprio e peculiar, Espírito Santo.


Para Ele volta o seu olhar todos os que buscam a santificação, para Ele tende a aspiração de todos os que vivem segundo a virtude; é o seu alento que os revigora e reanima para atingirem o fim próprio e natural para que foram feitos.

Ele é a fonte da santificação e a luz da inteligência; é Ele que dá, de Si mesmo, uma certa iluminação à nossa razão natural para que encontre a verdade.


Inacessível pela sua natureza, torna-Se acessível pela sua bondade; tudo abrange com o seu poder, mas comunica-Se apenas àqueles que são dignos, não a todos na mesma medida, mas distribuindo os seus dons em proporção com a fé.

Simples na essência, múltiplo nas manifestações do seu poder, está presente todo em casa de cada um, sem deixar de estar todo em toda à parte. Reparte-Se e não sofre diminuição; todos d’Ele participam e permanece íntegro, à semelhança dos raios do sol, que fazem sentir a cada um a sua luz benéfica como se fosse para ele só, e contudo iluminam a terra e o mar e difundem-se no espaço.

Assim também o Espírito Santo está presente em cada um dos que são capazes de O receber, como se estivesse nele só, não obstante, dá a todos a totalidade da graça que necessitam. Os que participam do Espírito recebem os seus dons na medida em que o permite a disposição de cada um, mas não na medida do poder do mesmo Espírito, mas pela presença do Espírito.

O batismo, com efeito, não é uma purificação da imundície corporal, mas o compromisso de uma consciência pura perante Deus. Assim o Senhor, a fim de nos preparar para a vida de ressurreição, propõe-nos todo o programa da vida evangélica, prescrevendo-nos que não nos irritemos, que sejamos pacientes nas contrariedades e livres da afeição aos prazeres e do amor ao dinheiro; isto nos manda o Senhor, para nos induzir a praticar, já desde agora, aquelas virtudes que na vida futura se possuem como condição conatural à nova existência.

Pelo Espírito Santo se nos concede de novo a entrada no Paraíso, a ascensão ao reino dos Céus, o retorno à adoção de filhos. Por Ele se nos dá a confiança de chamar a Deus nosso Pai, de participar na graça de Cristo, de sermos chamados filhos da luz, de tomar parte na glória eterna, numa palavra, de receber a plenitude de todas as bênçãos, tanto na vida presente como na vida futura, e de poder contemplar, como num espelho, como se já estivessem presentes, os bens que em promessa nos estão destinados e que pela fé esperamos usufruir. Ora, se tal é o antítipo, qual não será a realidade perfeita? E se tão grandes são as primícias, qual não será a plenitude final?


S. Basílio Magno













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És precioso aos meus olhos


No capítulo 10 de São João, encontramos uma afirmação muito consoladora e, me parece, pouco explorada. “Vim trazer a vida em abundância” (Jo 10, 10). Entretanto, muitos não conseguem descobrir o segredo desta vida grandiosa e bela, que Jesus veio trazer. Daí a razão porque muitos não vivem e sim, vegetam. Arrastam-se pela vida, cheios de ódio, amargura e autopunição.

Transformam o dom precioso da vida num verdadeiro inferno. Porque não crêem no infinito amor de Deus, não se amam, não se perdoam e, portanto, atraem para si todo o tipo de enfermidade. Vivem na maior confusão, desordem. Agridem-se e agridem, sem piedade, quem atravessar no seu caminho. Esquece-se que são obras-primas da mão do Criador.

Encontramos no livro do profeta Isaías muitas afirmações referentes ao amor infinito de Deus para com o homem pecador, dando-lhe tranqüilidade e paz. Vejamos esta: “És precioso aos meus olhos” (Is 43, 4). Se formos preciosos aos olhos de Deus, deveríamos ser preciosos também aos nossos olhos.

E assim como o Senhor nos olha com compaixão, deveríamos ser compassivos para conosco e assim, não perderíamos a paz e iríamos desvendando o segredo da vida em abundância, que Jesus nos veio trazer. O segundo mandamento da lei de Deus manda que amemos o nosso próximo como a nós mesmos, logo há também um mandamento, que manda que nos amemos a nós mesmos. Se nos amássemos a nós mesmos como Deus nos manda, creio que tudo seria melhor para nós e para aqueles que nos cercam.

(...) Quando nos amamos como pessoas, tudo funciona melhor, nossos relacionamentos tornam-se mais harmoniosos, equilibrados e satisfatórios. Descobrimos, portanto, a alegria de viver. Com humildade aprendemos a ver as coisas, nossos semelhantes e a nós mesmos pelo lado melhor.

Descobrimos que os nossos irmãos são seres imperfeitos como nós, mas o lado bom supera de maneira grandiosa as imperfeições e misérias. O milagre começa, então, a acontecer: temos condições da amar o Senhor Deus e ao nosso próximo, porque aprendemos a nos amar como filhos queridos de Deus.

Um dos segredos divinos revelados à humanidade é que realizemos o plano de Deus Pai: Que vivamos felizes, enquanto vivermos e onde vivermos. Que sejamos felizes! Sabemos, entretanto, que a felicidade neste mundo é relativa; só no céu encontramos a felicidade definitiva, onde não haverá dor, nem sofrimento algum e contemplaremos a Deus face a face. Enquanto caminhamos por este vale de lágrimas, precisamos aprender a vida em abundância, que o nosso divino Redentor nos veio trazer. Só desfrutamos plenamente a vida, quando cremos no amor infinito de Deus e vivemos os seus mandamentos.

Só amaremos verdadeiramente a Deus e ao nosso próximo, quando nos amarmos a nós mesmos como Deus nos ama. É preciso, é necessário que nos amemos a nós mesmos. Não tenhamos medo de pedir ao Senhor que realize esse milagre em nossas vidas. Somos feridos, machucados de muitas maneiras e precisamos ser curados. Lembremo-nos que o Senhor no livro de Ezequiel, nos promete um milagre:

“Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo: tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Dentro de vós meterei meu espírito, fazendo que obedeçais às minhas leis e sigais e observeis meus preceitos” (Ez 36, 26-27). O Senhor nos faz categoricamente uma promessa, devemos crer e pedir, que venha realizar esse milagre em nós. Devemos repetir com toda a confiança, todos os dias, e até muitas vezes durante o dia, para que este milagre tão necessário aconteça.

Padre Chico
in: Um caminho para Deus, Ed. Pneuma












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terça-feira, 19 de julho de 2011

A conversão é fonte de alegria














Enviado por: Railton Vanes de Sousa


VAMOS REFLETIR;


Salmo 32(31)


Feliz aquele cuja ofensa é absolvida,
cujo pecado é coberto.
Feliz o homem a quem Javé
Não aponta nenhum delito.

Enquanto me calei,
Os meus ossos consumiam-se,
Rugindo durante todo o dia,
Porque dia e noite a tua mão

Pesava sobre mim.

O meu coração

Tornou-se como feixe de palha
Em pleno calor de Verão.

Confessei-Te o meu pecado,

não Te encobri o meu delito.
Eu disse: «Vou ter com Javé
E confessar a minha culpa!»
E Tu absolveste o meu delito,
Perdoaste o meu pecado.

Por isso, que todo o fiel Te suplique
No tempo de angústia:
Se as águas caudalosas transbordarem,
Jamais te atingirão.
Tu és o meu refúgio,
Tu me libertas da angústia
E me envolves com cantos de libertação.

Vou instruir-te e indicar o caminho a seguir.
Com os olhos sobre ti,
Eu serei o teu conselheiro.
Não sejas como o cavalo ou o jumento,
Que não compreende
Nem rédea nem freio:
Deve-se avançar para os domar
Sem que se aproximem de ti.

Os injustos sofrem muitos tormentos,
Mas o amor envolve
Quem confia em Javé.
Alegrai-vos em Javé, ó justos, e exultai.
Gritai de alegria, todos os de coração reto.



Aldecir Ferreira Nunes dos Santos
Coordenador Pastoral da Catequese
Ministério dos coroinhas e Dízimo
Paróquia Divino Espírito Santo - Matão/SP
Diocese de São Carlos










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